Ana

Laura

Lia

Joana

Júlia

Pina

Sílvia

Marta

Ismênia

Sofia

Amanda

Os textos que compõem esses diários foram escritos – ou rabiscados – por mulheres de diferentes gerações. Tudo começou com algumas cartas antigas, assinadas por Pina. Não acredito em acasos e, por essa razão, não direi que foi por obra dele que esses manuscritos vieram cair em minhas mãos - e também, a essa altura, já não importa o como ou quando tive conhecimento da vida dessa mulher. O que realmente importa é que foi a partir dessa história que fui descobrindo os rostos femininos de outras três gerações.

Não foi nada fácil conseguir reunir o material que espero colocar aqui, a disposição do leitor. Nos últimos seis anos, percorri arquivos particulares e públicos, vasculhei antigos jornais, pequenas bibliotecas perdidas em cidades poeirentas e bati na porta de centenas de pessoas desconhecidas.

Hoje, quando vejo os cadernos, brochuras e papéis de carta empilhados sobre a mesa, sinto que valeu à pena o esforço empreendido. Mas devo avisar ao leitor: o trabalho ainda não terminou. Por esta razão, peço um pouco de paciência, pois a fase de compilação e transcrição desses escritos me toma bastante tempo – e não é exatamente dessa tarefa que tiro meus parcos rendimentos para pagar as contas de casa. Assim, é possível que o leitor se depare com momentos que pedem um desfecho, uma explicação... E tais respostas podem estar em trechos ainda não transcritos por mim: nada que o tempo, aliado a paciência, não possa esclarecer.