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Quero partir para o lugar que abriga o nada. Despir-me de todo o sentimento e mergulhar nua de sonhos em águas cujo movimento não exige explicação. Um lago tácito, onde a memória de gritos e prantos não existe. Em minha pele, não haverá fragância exposta nem tampouco teu cheiro delimitando cada pedaço dos membros, da têmpora ao dedão do pé. Eu me farei infame, despudoradamente vazia, sons e imagens não pertubarão mais os segundo, minutos, dias (?) que costuram a eternidade. Serei infinitamente só. |